sexta-feira, 3 de junho de 2011

4 Fichamento

Perdas dentárias em adolescentes brasileiros e fatores associados: estudo de base populacional

Paulo Roberto Barbato; Marco Aurélio Peres


“Estudo baseado em dados secundários do Projeto SB Brasil 2003. Entre maio de 2002 e outubro de 2003, foi realizada uma pesquisa com 108.921 pessoas entre 18 meses de idade até 74 anos completos.”
“Em 2004, o Ministério da Saúde divulgou os resultados do maior levantamento epidemiológico de saúde bucal realizado no País, denominado SB Brasil.ª Para a faixa etária dos 15 aos 19 anos os resultados apontaram uma prevalência de cárie dentária de 88,9% e um índice CPO-D médio de 6,2. Este índice expressa o número de dentes permanentes atacados pela cárie por meio da soma do número de elementos cariados (componente C), perdidos devido à cárie (componente P) e "obturados" (componente O). Para os adolescentes a média do componente P correspondeu a 0,9 ou 14,4% do índice.”
“A técnica de amostragem utilizada nesse projeto foi probabilística por conglomerados selecionados por sorteio, em 250 municípios de diferentes portes populacionais de todas as unidades federativas do Brasil.”
“As perdas dentárias foram mais prevalentes entre as adolescentes, achado semelhante a outros estudos, apesar de algumas diferenças na composição da faixa etária. Uma hipótese explicativa para estes achados pode ser a maior utilização dos serviços odontológicos pelo sexo feminino, tanto por razões de cuidado com a saúde, quanto por motivos estéticos, o que pode resultar na superexposição a tratamentos.

3 Fichamento

Autopercepção da saúde bucal entre idosos brasileiros

Andréa Maria Eleutério de Barros Lima Martins; Sandhi Maria Barreto; Marise Fagundes da Silveira ; Thalita Thyrza de Almeida Santa-Rosa; Rodrigo Dantas Pereira


“Autopercepção em saúde é a interpretação das experiências e do estado de saúde no contexto da vida diária. É baseada na informação e nos conhecimentos de saúde e doença, modificados pela experiência, normas sociais e culturais. A avaliação da autopercepção da saúde bucal e da condição de saúde bucal são essenciais, pois o comportamento é modulado pela percepção dessa condição e importância dada a ela. A autopercepção da saúde favorece a participação indireta da comunidade na formulação de decisões políticas e sociais, contribuindo para uma abordagem que tenha como meta a qualidade de vida. Na Odontologia, a avaliação da autopercepção da saúde bucal rotineiramente é importante para encorajar a adesão a comportamentos saudáveis.”
“Entre idosos, a principal razão para não procurar o serviço odontológico é a não percepção da necessidade.”
“A autopercepção da aparência foi o fator que esteve mais fortemente associado à autopercepção da saúde bucal, não tendo sido encontrados estudos prévios que tenham investigado tal associação, constatando-se a necessidade de futuras investigações sobre o tema. Sugere-se que a identificação dos fatores associados à autopercepção da aparência poderia esclarecer de forma mais precisa a autopercepção da saúde bucal entre idosos brasileiros.”
“Quanto à variabilidade da autopercepção da saúde bucal, a autopercepção foi considerada positiva, embora tenham sido constatadas precárias condições de saúde bucal entre os idosos. A utilização do modelo de regressão linear na investigação da autopercepção da saúde bucal é comum, embora questionável, visto que essa não é uma variável quantitativa.”

2 Fichamento

Dor orofacial e absenteísmo em trabalhadores da indústria metalúrgica e mecânica

Josimari Telino de Lacerda; Jefferson Traebert; Mari Lúcia Zambenedetti


“O objetivo do estudo foi verificar a prevalência de dor orofacial e sua relação com absenteísmo em trabalhadores do setor metalúrgico e mecânico do município de Xanxerê, Santa Catarina. Realizou-se um estudo transversal envolvendo todos os trabalhadores do sexo masculino (n = 480) das 13 indústrias do setor no município.”
“A prevalência das condições dolorosas é elevada e crescente nos últimos tempos. No recente levantamento nacional sobre as condições de saúde bucal observou-se que 33,7% da população entre 15 e 74 anos de idade relatou ter sentido dor nos seis meses anteriores à pesquisa, sendo que, destes, cerca de 9% afirmou ter sentido dor intensa (Brasil, 2004). Em um estudo de base populacional envolvendo a população adulta da cidade de Chapecó, Santa Catarina, foram encontradas altas prevalências de dor orofacial (21,4%) e de dor dentária (17,1%) (Lacerda, 2005). Ademais, a dor de dente é vivenciada como dificuldade enfrentada pelas populações e pelos indivíduos, que não encontram nos serviços de saúde meios apropriados para o cuidado à saúde bucal (Ferreira e col., 2006). Adotam a automedicação como alternativa para solucionar o sofrimento, conforme relato de profissionais de estabelecimento farmacêuticos (Silva e col., 2008).”
“Absenteísmo é o termo utilizado na literatura para, genericamente, indicar o não-comparecimento inesperado ao trabalho, especialmente aquele que acontece de forma repetitiva. Dentre as diversas possibilidades utilizadas para caracterizar o absenteísmo, pode-se evidenciar o absenteísmo por motivo de saúde e o absenteísmo-doença (Castejón, 2002). O primeiro compreende ausências devido a problemas de saúde próprios ou de seus dependentes, onde o trabalhador não está impedido de exercer suas atividades. Trata-se de aspectos que envolvem procura por diagnóstico, prevenção ou terapia. Caracterizaria uma condição potencialmente questionável em relação à necessidade de interrupção do exercício laborativo. No segundo caso, a ausência ao trabalho decorreria da falta de capacidade para exercer as atividades em razão de doença ou acidentes, configurando condição inquestionável quanto à necessidade de afastamento (Castejón, 2002).”
“A intensidade da dor orofacial foi classificada como leve pela maioria dos trabalhadores. Dor de dente espontânea foi o tipo que causou maior sofrimento.”

1 Fichamento

EFEITO DO EXTRATO AQUOSO DE LEUCENA SOBRE O DESENVOLVIMENTO, ÍNDICE MITÓTICO E ATIVIDADE DA PEROXIDASE EM PLÂNTULAS DE MILHO

NÁDJA DE MOURA PIRES; ISABEL REGINA PRAZERES SOUZA, HÉLIO TEIXEIRA PRATES, TRÍCIA CRISTINA LESSA DE FARIA, ISRAEL ALEXANDRE PEREIRA FILHO E PAULO CÉSAR MAGALHÃES.


“A leucena (Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit), quando usada como cobertura no solo, apresenta a propriedades de controlar plantas daninhas, sendo esse efeito resultante da presença de aleloquímicos, principalmente mimosina, encontrados na parte aérea da planta. A maioria dos estudos em alelopatia refere-se apenas ao efeito do aleloquímico sobre a germinação e o crescimento da planta-teste, sem considerar os eventos celulares relacionados às mudanças fisiológicas.”
“A leucena (Leucaena leucocephala (Lam.) de Wit.) é uma leguminosa originária do México, sendo encontrada em toda região tropical (Skerman, 1977). Essa planta apresenta múltiplo potencial de utilização, sendo muito empregada como fonte de proteína para alimentação animal e no reflorestamento de área degradadas, melhorando as qualidades físico-químicas e biológicas do solo.”
”O uso do extrato aquoso das folhas da leucena tem apresentado efeito alelopático sobre várias plantas, tais como alface, arroz e nas plantas daninhas desmódio (Desmodium adscendens), guanxuma (Sida rhombifolia) e assa-peixe (Vernonia polyanthes), inibindo a germinação e afetando o crescimento radicular das plantas (Kuo et al., 1982; Souza Filho et al., 1997).”

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Divulgação do Blogger de Amigos

Valdemir Silva

Andressa de Sá ;D
http://andressadesabarreto.blogspot.com/2011/06/visita-apae_3081.html

Kalyne Morais
http://kalynemorais.blogspot.com/2011/05/atividade-2-da-gincana-de-genetica.html


Patricia Araruna
http://patriciaararuna.blogspot.com/2011/05/blog-post.html


Livia Karynne
http://liviakarynnelivia.blogspot.com/2011/05/momento-magico-e-unico-visita-apae.html

Joao Ricardo
http://ricardoserrita.blogspot.com/2011/05/artistas-da-apae.html


Fabiana Freitas


Jéssica Lopes
http://jessicalopesodonto.blogspot.com/2011/05/visita-apae.html

Thaylan Geraldo
http://tgbezerra.blogspot.com/2011/06/meu-video.html

Experiência na APAE


Foi a primeira vez que fui à APAE, vi de perto como as crianças portadoras de alguma deficiência neurológica vive. São pessoas felizes que mal sabem distinguir o certo do errado que sofrem grandes dificuldades com a falta de condições financeiras , na APAE eles são bem tratados por pessoas  que exercem com carinho a sua função de ajudá-los. Fiquei impressionado com a experiência o modo como aquelas pessoas com tantos problemas vivem como uma pessoa normal.

Entrevista-Prof.Msc. Anderson Arruda

Prof. Msc. Anderson Arruda
Professor da disciplina de Genética Médica
Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte- Estácio FMJ


Me chamo Anderson Pontes Arruda, nasci em Sobral-CE  e logo aos 3 anos fui morar em Fortaleza-CE. Estudei toda a minha vida em Fortaleza, fiz faculdade de Ciências Biológicas na Universidade Federal do Ceará, e ao contrário da maioria, não fiz monografia e sim um relatório técnico, pois antes mesmo de terminar minha graduação já trabalhava em um laboratório de Análises clinicas de Fortaleza no qual entrei para fazer estágio obrigatório de faculdade e logo em seguida fui contratado. Fiz um curso de Atualização em citogenética na Universidade Estadual de São Paulo (UNESP) Campus Botucatu e ao retornar para Fortaleza comecei me especializar em Citogenética. Em 2002 ingressei na Faculdade de Medicina de Juazeiro do Norte (ESTÀCIO-FMJ) onde pude colocar em pratica meus conhecimentos adquiridos na UNESP, tano como professor Universitário como pesquisador. Fui Professor de Genética nos cursos de Biomedicina e Enfermagem. Sou professor colaborador da Faculdade de Medicina Christus em Fortaleza. Fiz mestrado na Universidade Estadual do Ceará em Ciências Fisiológicas e hoje estou fazendo doutorado em Genética e Biologia Molecular na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) com um projeto na área de Genética Médica Populacional (GEMEPO). Atualmente sou referência em Microdeleções através da Rede Brasileira de Microdeleções (Rede BRIM). Participo das redes de Neurogenética e Erros Inatos do Metabolismo. Todas essas redes foram criadas através de projetos do CNPq.


1 De que se trata a sua pesquisa?
Minha pesquisa é a respeito de uma nova área da genética chamada Genética médica populacional. Esse tipo de atuação da genética difere da genética comum por se tratar to trabalho com a família inteira ou uma população e não só com o paciente. O meu trabalho consiste em identificar isolados genéticos, ou seja, famílias com doenças genéticas raras em cidades pequenas. Com isso trabalho em conjunto com outro projeto chamado CENISO (Centro Nacional de Isolados) que é realizado pelo INAGEMP ( Instituto de genética médica populacional) da qual participo como pesquisador. Em resumo irei investigar os rumores de isolados genéticos nas cidades do Ceará.


2 Qual a importância da Biologia Molecular para sua pesquisa?
A biologia molecular entra na minha pesquisa no segundo passo que é caracterizar molecularmente a doença, na procura de genes envolvidos ou no teste de genes candidatos já encontrados.


3 Que resultados você espera obter do trabalho?
Espero decifrar esses isolados genéticos identificando as doenças envolvidas e se possível fazendo a caracterização molecular de todas elas e caso ainda não haja descrição dos genes envolvidos, fazê-lo, através de estudos de ligação molecular.


4 Quais as principais dificuldades enfrentadas durante a realização da sua pesquisa?
Como os isolados se distribuem ao longo de todo o estado do Ceará, o deslocamento é uma dificuldade pois existem localidades onde o acesso é difícil. Outra dificuldade PE fazer com que as famílias estudadas compreendam o teor da pesquisa e permitam que seja realizada em sua família, pois na maioria dos casos se tratam de famílias muito humildes e sem entendimento em genética.


5 conta com ajuda de outra instituição alem da sua universidade ?
Sim, alem da UFRGS, temos o apoio do INAGEMP, onde existem “facilities” com equipamentos de ponta como seqüenciadores e CGH –Array, além de ser o INAGEMP que me concede a bolsa de doutorado.


6 Qual a sua opinião sobre os novos pesquisadores ?
Acho que com a evolução da tecnologia, os novos pesquisadores têm condições de alcançar objetivos mais desafiadores na descoberta de novidades na área das Ciências. Fazer pesquisa hoje está muito mais fácil devido ao alcance das tecnologias, apesar do pouco apoio do governo federal.


7 Deixe uma mensagem para os estudantes de graduação.
Espero que os novos estudantes não pensem apenas em conseguir um diploma e usem os conhecimentos adquiridos ao longo da graduação para melhorar o nosso estado e ao nosso país. Eles devem se lembrar que se não fossem por outros estudantes que vieram antes deles, não teríamos hoje o poder tecnológico que temos.